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quinta-feira, 17 de junho de 2010

O QUE EU QUERO SER...

A partir dos seus desejos para o futuro, os piratas memorizaram as quadras deste livro de José Jorge Letria e disseram assim:
BOMBEIRO (André)
Eu cá quando for grande
o que quero é ser bombeiro
ter farda e ter machado
e quando for chamado
serei sempre o primeiro.
..
Para apagar as chamas
ou para ajudar os feridos
e para reanimar
com cuidado e com vagar
os que perdem os sentidos.
.
CANTOR(A) DE ROCK (Inês, Ângela e Andreia)
Quando chegar a altura
que música irá valer?
Para dizer a verdade
ainda não tenho idade
para poder responder.
..
Mas seja ela qual for
há-de ter sempre o meu toque
e já vejo a multidão
a aplaudir com emoção
esta novo(a) cantor(a) rock.



MÉDICO(A) (Mariana, Leonor, Catarina, Diogo, Soaraia e Ana)
Tenho medo de injecções
não gosto de sangue a correr
e se sinto comichões
se aumentam as pulsações
alguém terá que me valer.
..
Mesmo assim quero ser médico(a)
e trabalhar num hospital
ter bata e estetoscópio
e usar o microscópio
como um bom (boa) profissional.
..
ASTRONAUTA (António)
Gosto de pôr nos cadernos
foguetes e foguetões
e de inventar as rotas
para as fantásticas frotas
que vão em novas missões.
..
A lua já foi mais longe
Saturno e Marte também
qualquer dia é um instante
chega-se lá de rompante
a bordo de um vaivém.
..

FUTEBOLISTA (Duarte, João, Pedro, Tiago A., Tiago R., Alfredo e Dorin
O meu pai leva-me ao estádio
para ver o futebol
e por isso tenho o sonho
de ter um futuro risonho
em muitas tardes de sol.
..
Quero ser futebolista
e chegar à selecção
representar Portugal
e nunca jogar mal
para honrar a profissão.


O(A) INDECISO(A) (Filipa e Beatriz)
Eu cá quero ser tudo
futebolista e arquitecto(a),
actor de cinema mudo,
é preciso é que dê certo.
..
Quero ser grande em altura
sem ter projecto nenhum
e quem sabe se hei-de ser
piloto de Fórmula Um.
..
TODOS
..
No fundo o que eu quero
é ser grande e bem depressa
porque isto de crescer
não pode ser só conversa.
..
Quero ser de tudo um pouco
pois tenho imaginação
p´ra acreditar que acordo
c´o mundo na palma da mão.
.
José Jorge Letria
..
(Faltam fotos de algumas profissões, quem as tiver envie-as, por favor.)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

sábado, 13 de março de 2010

CAMPEONATO DE ORTOGRAFIA

Decorreu ontem a 6ª fase do Campeonato. Foi este o texto que os Piratas completaram:

Coração de robô
..
Andava triste o robô “Zé Vírgula Quatro” por não ter ninguém com quem brincar. À noite, depois de ter feito todas as contas, cálculos e outras operações matemáticas, e de ter transportado minérios raros de uns sítios para os outros, fechavam-no a sete chaves num armazém escuro onde tinha por companhia tubos de ensaio, provetas, porcas, parafusos, ecrãs e outros aparelhos esquisitos que ele nem sequer sabia para que serviam.
Na manhã seguinte davam-lhe instruções rigorosas sobre o que tinha que fazer. As suas tarefas eram sempre muito complicadas e ele não podia falhar.
Um dia, cansado de fazer sempre a mesma coisa e já farto de números, de equações e de cálculos difíceis, ficou ainda mais triste e sentiu que pela sua carapaça de lata escorriam gotas de água. Os técnicos analisaram as gotas durante alguns dias e, por fim, chegaram a uma conclusão: “São lágrimas!” O robô “Zé Vírgula Quatro” estava a chorar e para os seus inventores e para os donos da fábrica onde ele trabalhava um robô que chora é um robô que não presta.
Imobilizado num canto do grande armazém onde costumavam guardá-lo à noite, “Zé Vírgula Quatro” ouviu a sentença final:
- Deixou de prestar. Temos de o vender como sucata!
“Zé Vírgula Quatro” sentiu o que nunca havia sentido: dentro do peito feito de metal e de fios emaranhados havia agora um coração que batia a galope.
As crianças que viviam na vizinhança da fábrica juntaram-se e pediram que, em vez de o deitarem para a sucata, o colocassem no meio do jardim onde costumavam brincar. O pedido foi atendido. Hoje, “Zé Vírgula Quatro”, rodeado de crianças e pássaros, já não chora e o seu coração sempre que bate é de alegria.

José Jorge Letria, Histórias do Sono e do Sonho, Desabrochar

segunda-feira, 8 de junho de 2009

O GRANDE CONTINENTE AZUL

Eu sou a água do mar,
a água de todos os mares,
a água azul, verde ou cinzenta
que liga os continentes,
as ilhas, as línguas de terra
onde o trigo cresce,
onde os pássaros fazem ninho,
onde as cidades despertam,
onde as mãos amassam o pão,
onde as plantas e as pedras
se casam em manhãs de sol
quando chega a Primavera.
...
Por cima da minha cabeça
está o céu e quem diz o céu
diz a noite e o dia,
diz a manhã e a tarde,
o lençol de nuvens
que guarda a chuva,
o vento e a geada.
...
Sou habitada pelos peixes,
que são os meus melhores amigos,
os pequenos cavaleiros das ondas
que viajam comigo
até às praias, até às baías,
e voltam comigo para o fundo,
enfeitados de algas e corais.
...
Gosto dos peixes
e eles gostam de mim
como só os peixes sabem gostar,
batendo as pequenas barbatanas
quando estão contentes,
quando querem que se saiba
que estão felizes.
...
Eu sou a água do mar,
a água de todos os mares,
dos oceanos imensos
ou dos pequenos mares quietos
onde o sal é tanto
que faz arder os olhos
só de olharmos para eles.
...
José Jorge Letria

sexta-feira, 1 de maio de 2009

1º DE MAIO

Uma poesia para o dia do Trabalhador, já que na sala só lemos um texto:

O indeciso

Eu quero ser tudo
futebolista e arquitecto
actor de cinema mudo
é preciso é que dê certo.

No fundo o que eu quero
é ser grande e bem depressa
porque isto de crescer
não pode ser só conversa.

Quero ser grande em altura
sem ter projecto nenhum
e quem sabe se hei-de ser
piloto de Fórmula Um?

Também quero ser marinheiro,
alpinista e domador,
herói de banda desenhada,
pirata e aviador.

Quero ser de tudo um pouco
Pois tenho imaginação
Para acreditar que acordo
Com o mundo na palma da mão.


José Jorge Letria

sexta-feira, 13 de março de 2009

ASSALTOS DE LEITURA

Ontem fomos também assaltados pelos colegas do 3º ano, do professor Paulo. Vieram ler poesias do livro "A casa da Poesia", de José Jorge Letria. Estiveram muito bem.

Depois os meninos do 2º ano, da professora Adélia, vieram dizer alguns cúmulos de José Jorge Letria.

Ao fim do dia, veio a D. Fátima ler a poesia "A menina feia" e trouxe rosmaninho para nós. Obrigada! Foi um dia em cheio!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

PORTA-TE BEM!


Hoje vamos ao cinema, por isso, ontem, lemos esta poesia:
.
POUCO BARULHO!.

Numa sessão de cinema
mesmo num filme de acção,
não fales alto no escuro
aproveitando a confusão.
Os outros têm direitos
que os seus bilhetes lhes dão
e não gostam de ruído
da falta de educação.
.
Os meninos ruidosos
lá para fora devem ir
só para não prejudicarem
quem se está a divertir.
.
Cessa tua liberdade
se a dos outros prejudicas
vê bem como te comportas
nesse lugar em que ficas.
.
José Jorge Letria
Vamos ver as aventuras desta bicharada:


Até logo...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O LIVRO DO NATAL

O NATAL NA ESCOLA

O Natal vai à escola
com roupas de fantasia;
num bolso leva os sonhos
no outro a poesia.
...
O Natal pousa nos livros,
no quadro e nas carteiras
e deixa um pó de estrelas
no fundo das algibeiras.
...
O Natal entra na escola,
na mochila e nos cadernos
e segreda ao ouvido
os votos que são eternos.
...
O Natal é no recreio
que a campainha anuncia;
todos celebram contentes
o sentido nesse dia.
...
Há quem lhe chame magia
e quem não lhe chame nada;
este ano dão-se livros
com uma história ilustrada.
...
Esta história foi contada
de geração em geração
e hoje quem a conta
são os meninos que ali estão.
...
"O livro do Natal" José Jorge Letria
...
A pirata Beatriz